A vida é mesmo supimpa. Cada vez mais me convenço que infelizmente vou morrer e não vou conseguir ser amado. “Aqui jaz um homem que nunca foi amado”.

O interessante é que tento sempre fazer as coisas tão certinhas, agradar a pessoa com quem estou da melhor forma possível, e o que eu recebo no final? Algo como um pedido de amizade. NÃO, de amigas já tenho o suficiente.

Em outras palavras, há sempre alguma bela desculpa que tenta explicar o por que não vamos dar certo.

Quem sabe o problema seja realmente comigo, eu talvez tenha esse pequeno problema, aversão ao amor. Tudo o que mais queria era isso: só uma pitadinha de afeto, para salpicar meu dia com momentos felizes. Isso é pedir muito? Não quero juras eternas de amor, pois sei que não será eterno e  não quero dedicação total, pois sei que ninguém é de ninguém. Quero apenas sentir por um momento que alguém gosta de min, de forma sincera.

O problema é que um dia eu talvez apenas canse de apanhar, e mude meu jeito de ser, seria isso o ideal? Me disfarçar de algo que não sou, para tentar conquistar algo que não me pertence? Até hoje tenho me recusado a acreditar nessa teoria que vai totalmente contra meus princípios.

Me pergunto apenas porque é tão difícil as pessoas entenderem que o amor é simples, não é preciso planejamentos e nem medo de se machucar, amar é justamente o contrário, é apenas deixar rolar, um dia depois do outro, sem se preocupar com o passado e muito menos com o futuro, dedicando apenas algum tempinho para uma pessoa que você julga especial.