Senhoras e senhores, apresento-lhes um texto de uma querida amiga, na verdade o nosso relacionamento transcende ao simples rótulo de amizade, temos uma conexão celestial, e como não poderia ser diferente, essa guria tem algumas idéia legais, em uma de nossas conversas ela me enviou um pequeno texto que gostaria de compartilhar com meus amigos do blog.
Sem maiores delongas, vamos ao principal:
Com vocês, Indaiana Delmonico:
Não esperar nada das pessoas. Pessoas, assim como eu, almejam coisas, fazem planos, mas tudo não passa de ilusões e desejos, que muitas vezes não se concretizam. A felicidade é real quando compartilhada, mas quando há reciprocidade de ambas as partes, pois do contrário, o sentimento relevante é a indiferença. É tamanha indiferença que acaba se tornando algo tão hostil, vil, inócuo e repugnante.
Você se sente num vazio tremendo, um vazio dentro de si mesmo. Um vazio onde você se sente no vácuo.
Amigos talvez não existam. São talvez uma verdade inventada. Algo imaginário, o qual projetamos em nossas mentes, a fim de suprir uma necessidade irremediavelmente abstrata.
Talvez o sentimento cabível ao momento de quem vos escreve, seja o de frustração. Frustração devido a palavras ditas, ilusões, devaneios, momentos efêmeros que se passaram. Mas é melhor viver do presente, porque o amanhã pode ser tarde demais. Viver o hoje, de forma inconseqüente e incessante. Viver por si mesmo. Viver, já que estou aqui.
O tão esperado “refúgio” em um determinado lugar, o qual não ocorreu, talvez tenha me perturbado tanto, que nem eu sei. Apenas sinto. Sinto novamente aquele turbilhão de sentimentos, os quais me remete ao delírio.
Vontade de poder ir adiante, sem pensar em nada e em ninguém. mas são coisas que me faz sentir o ser mais inútil e patético.
Talvez eu não faça tanta falta assim, talvez eu seja alguém irrelevante, sem importância. Que está aqui para fingir situações, alimentar ilusões. Tudo são apenas coisas e coisas, as quais jamais alguém se importará, ou simplesmente observará.
Todos estão preocupados demais com suas vidas empacotadas e arrumadas, que não reparam as coisas ao seu redor..
Depois dizem que as pessoas são carentes. Mas é óbvio, não enxergam um palmo além de seus narizes.
Mas quem sabe a indiferença seja o modo mais adequado e coerente pra isso tudo. Uma maneira de tornar aquilo que me sufoca, exequível.
Talvez p que eu preciso seja de ausência de desejos, pois eu teria a tranqüilidade. Ausência de desejos, pessoas, e assim atingiria o ápice daquilo que poderia intitular como felicidade.
